Aquelas que nunca são ditas, nem que fossem cuspidas,
as palavras.
O silêncio e a agonia revolvidos em caracteres não digitados
em pensamentos torturados
em pesadelos
as palavras.
Os sussurros no canto escuro da alma
na esquina da mesmisse
na lata de cerveja amassada
na bituca do vigésimo cigarro
inúteis na solidão amarga,
as palavras.
Expelem-se pelos poros
correm pelo corpo e
morrem na boca
as palavras.
Nunca fui de muitas amizades, fato. Contraditoriamente desde pequena eu tenho um certo “dom” de atrair as pessoas, afastando-as depois, claro. Não que eu me ache melhor do que alguém, mas não me sinto confortável com a maioria que conheço e acabo não dando espaço para amizade alguma. Com o tempo somou-se a esse desconforto [...]
Enclausuro-me dentro de mim, pois não há luz alguma lá fora, e aqui dentro basta-me a escuridão.
Palavras tortas são escritas nestas linhas, parcamente iluminadas pela sombra de um farolete.
A noite, tão plena e absoluta neste instante, deveria cegar e fazer-me refém dos meus temores tão calados, porém acalenta-me e induz a uma viagem profunda para [...]
Não me venha dizer que saudade é bom, ou que faz bem. Não acho, não gosto e dói, muito. Como pessoa nostálgica que sou, tal sentimento me é acometido em tempo integral, praticamente. Pode parecer patético, e eu deveria talvez ser mais insensível, mas não consigo. Saudade é ter a certeza jogada na nossa cara [...]
Uma dor enorme explode no peito e ela não faz idéia do que fazer. Algo completamente novo a tira os sentidos, faz abafar o ar, abala o que era tão certo, tão calmo, tão convicto. Precisa gritar, mas está cercada: quatro paredes, dezenas de olhos; oprimida, por todos os cantos, em todas as arestas. Mas [...]
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